Se abotoa em minha noite um cravo do querer?
Erguido de vontades impedidas
Com que força negar o romper da solidão?
Se ele desabrocha o apego, como a luz abisma o escuro
Aferrada de flor não carece pesar
Com que mão borrar a graça dessa ilusão?
O amor não acende no não
A cor dos meus olhos não mudam no breu
A lucidez da novidade, fita meu fardo
Me aventurar nesse apelo, é fugir desse chão
Quando em meu jeito se ateia uma brasa
Cantar acorda essa multidão de mim
Que empurra minha presa de se perder
Na mata da terra louca de quem topa nele viver
sexta-feira, 18 de março de 2011
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